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A Aplicação de IA na Advocacia revela conquistas, mas faz alertas
O uso de IA para a redação de peças jurídicas, sua eficiência, limites éticos, riscos jurídicos e vieses para mulheres estiveram na pauta de especialistas
A aplicação da Inteligência Artificial na Advocacia redefine diariamente a rotina jurídica ao garantir alta eficiência e celeridade na automação de tarefas. Contudo, essa inovação impõe limites éticos rigorosos e riscos jurídicos.
Mediado pela Presidente da OAB-BA, Daniela Borges, o último painel do 25º Simpósio Regional da AASP abordou, na visão da Conselheira da Associação dos Advogados Trabalhista de São Paulo (AATSP), a Advogada trabalhista Adriana Calvo, o que há de mais atual no uso de IA para a redação de peças jurídicas, sua eficiência, mas também suas implicações legais.
Durante sua fala, Calvo apontou para o crescimento acelerado do uso da IA generativa na Advocacia brasileira, destacando o aumento da produtividade e a otimização do tempo das pessoas, porém, fez alertas contundentes.
“A adoção da IA sem qualquer direcionamento traz sérios riscos jurídicos, como as alucinações (criação de jurisprudências e processos falsos) e o prompt injection, que consiste na inserção de comandos ocultos em texto invisível para manipular os sistemas de IA do Poder Judiciário”, explanou.
Já a Advogada Karolyne Utomi, uma das 13 Valquírias nomeadas, sendo responsável pelo combate à violência digital contra as mulheres pela OAB no Estado de São Paulo, trouxe à tona um debate social urgente sobre IA, vieses e mulheres, expondo que algoritmos alimentados por dados históricos tendem a perpetuar preconceitos de gênero estruturais, gerando discriminação algorítmica e invisibilização.
Segundo Utomi, a IA aprende com dados históricos produzidos pela sociedade. “Se esses dados contêm sexismo, machismo ou disparidade salarial, os algoritmos passam a automatizar e legitimar essas desigualdades”, disse.
A falta de representatividade no desenvolvimento também foi outro aspecto levantado pela especialista em sua exposição. “A ausência de mulheres e diversidade racial nas equipes de programação gera ‘pontos cegos’ nos códigos, fazendo com que as ferramentas nasçam sem perspectivas de gênero e equidade”, concluiu.
A cobertura completa do 25° Simpósio Regional AASP em Salvador você encontra em nossos canais de comunicação.



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