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Live Experience Olfato: essência do Direito nos quatro cantos do Brasil
O Brasil é considerado um país de dimensões continentais. Nesta perspectiva, a AASP está presente nos quatro cantos do Brasil e conta com associadas e associados de diferentes Estados. Para homenagear essa pluralidade, a Live Experience Olfato apresentou vinhos nacionais de diferentes regiões e formas de vinificação. De maneira descontraída, os participantes do painel falaram sobre as diversas regiões, os cheiros, as uvas e muito mais.
Com a mediação de Silvia Rodrigues Pachikoski, diretora cultural da AASP e criadora do perfil @wine-talks, o evento reuniu Edegar Scortegagna, enólogo do Ano 2020 pela Associação Brasileira de Enologia, e Manoel Beato, chef-sommelier do grupo Fasano. Na interação com os participantes, tirando dúvidas e falando sobre terroir, vinhos e outros detalhes, esteve André Mallmann, sommelier e sócio-fundador da ConceptWine.
Manoel Beato, sommelier com experiência de mais de 30 anos, falou das características geográficas de diversas regiões vinícolas e citou que “o paladar está intimamente ligado ao olfato”. Os vinhos podem ser mais leves, complexos, aromáticos, intensos, encorpados e, se quisermos realizar uma comparação com o Direito, os casos mais difíceis, por exemplo, podem ser comparados com os vinhos tintos mais robustos, potentes; o tempo de um processo tramitar pelas instâncias jurídicas seria o tempo de maturação do vinho, na busca pelo seu maior esplendor.
Edegar Scortegagna explanou que “o enólogo faz o trabalho antes do sommelier” e que o Brasil tem diversidade de produção para degustação dos vinhos, o que vem crescendo ao longo dos últimos 15 anos, principalmente em decorrência do investimento em tecnologia e qualidade dos produtos das vinícolas brasileiras. Destacou que “a memória olfativa é fundamental na definição de um aroma” e que, quando detectamos um elemento novo no vinho, essa sensação de nova descoberta traz um certo prazer ao consumidor, assim como quando o advogado, por exemplo, obtém sucesso em uma causa após o seu encerramento.
A moderadora Silvia Pachikoski – em seus comentários sobre a memória olfativa – realizou um paralelo cognitivo, apontando que, quando pensamos no cheiro do vinho, podemos fazer uma referência aos escritórios de advocacia mais antigos, nos quais existiam diversos móveis de madeira (como o carvalho, principal tipo de madeira das barricas de vinhos), que exalam um cheiro específico, atingindo sensorialmente as nossas sensações e percepções.
Já André Mallmann destacou que devemos “tentar entender o vinho antes da garrafa”, ou seja, a forma como ocorre a produção é um processo de muito estudo e que deve ocorrer também com uma dose de paixão, assim como na profissão do advogado que trabalha com afinco e dedicação em prol dos interesses do seu cliente. Em suas análises técnicas, André demonstrou que “o álcool é um fator importante na qualidade do vinho, tanto na falta como no excesso. Ele deve estar equilibrado com os demais componentes” e, realizando um paralelo com o Direito, este também deve estar em equilíbrio com as demais instâncias jurídicas e com a legislação em vigor, primando pelo ordenamento das coisas.
A programação do Mês da Advocacia AASP continua até o dia 31/8, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente no site: https://mesdaadvocacia.aasp.org.br/
A íntegra dos eventos estará em breve disponível pela AASPFlix (https://aaspflix.aasp.org.br) e pelo canal da AASP no YouTube (aasponline).
