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Experiência une música, poesia e debate sobre a importância da audição nas audiências
A primeira experiência sensorial do Mês da Advocacia, realizada no dia 5/8, uniu música, poesia e bom debate para mostrar a importância da audição durante as audiências. Com mediação do conselheiro da AASP Ricardo Guimarães, os convidados Gustavo Granadeiro Guimarães, advogado especialista em Direito do Trabalho, Cyntia Possídio Lima, advogada especialista em Direito do Trabalho e em Direito Tributário, e Luís Carlos Moro, advogado especialista em Direito do Trabalho e ex-conselheiro e ex-diretor da AASP, discorreram de forma descontraída, lúdica – e ao mesmo tempo centrada e pertinente –, sobre a importância da audição no desenvolvimento cognitivo do ser humano e, no caso específico da advocacia, o papel que o ato de escutar imprime durante as audiências.
O significado do termo audição reside no ato de ouvir, de escutar: sentido por meio do qual é possível captar os sons, pelo ouvido, enviando-os ao cérebro para serem codificados e compreendidos. Sendo assim, quanto mais claro ouvirmos, mais poderemos nos fazer ouvir.
A convidada Cyntia proporcionou uma outra dimensão da importância da audição ao declamar a poesia “O grande sentido”, de sua própria autoria, que destaca a diferença que se estabelece quando imprimimos um sentimento, uma emoção além da forma escrita à qual estamos acostumados. O fazer-se ouvir é tão importante quanto escutar e compreender o outro, e por muitas vezes esquecemos que a forma como escutamos faz toda a diferença, dependendo da maneira como utilizamos a nossa fala.
Da mesma forma, seguindo os atributos lúdicos que fizeram parte da pauta do evento, Gustavo Guimarães expressou que, durante uma audiência, uma fala ou expressão utilizada pelos advogados pode ter peso decisivo no itinerário de um processo. A forma como as pessoas expressam suas emoções impacta as suas relações diretas e indiretas e, assim, o poder da oratória sempre deve ser destacado, pois as emoções impostas no discurso têm um poder auditivo de grande alcance nos ouvintes e no público em geral. Gustavo ainda propôs uma musicalidade sobre uma mesma canção, mas com interpretações de artistas diferentes, de forma a demonstrar que a maneira e a forma como a música é expressa denota e impacta os indivíduos sob diferentes espectros, expondo uma pluralidade de sentimentos e ressaltando a importância da audição em nossas vidas.
Por fim, utilizando de um arcabouço cultural e pessoal riquíssimo, tivemos a oportunidade de presenciar o depoimento do ilustre convidado Dr. Luís Carlos Moro, que trouxe entre as suas várias indagações a reflexão sobre a sua própria história de vida, nas quais destacou que “só seremos voz junto a alguém se tivermos a capacidade de compreender a voz do outro”, ressaltando que o aspecto cognitivo (o sentido da audição e a capacidade de locução) é primordial em nossas vidas e principalmente no trabalho dos advogados, em que a “arte de se fazer ouvir” é, antes de necessária, imprescindível em nosso cotidiano.