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A advocacia está cada vez mais feminina

As advogadas já representam metade dos profissionais registrados nacionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Nas faculdades de Direito elas já são maioria desde 2014, quando totalizaram 54% dos estudantes. Essas estatísticas, combinadas, mostram a feminilização da advocacia. Entre os advogados até 40 anos, 56% são mulheres.

E essa proporção aumenta para 64% quando são listados os profissionais com até 25 anos. Conversamos com nossas associadas sobre suas visões da profissão e suas expectativas para o futuro.

Quais os pontos positivos de advogar?   

Sindy Lopes Rodrigues Leite: O principal ponto positivo da profissão, além das diversas áreas de atuação que a advocacia nos oferece, é permitir atuar de forma livre e independente. Além disso, advogar nos proporciona a satisfação profissional de promover a defesa de direitos ofendidos.

Lívia Cristina Ortega Marques de Toledo: Um dos principais pontos positivos é a flexibilidade de horários, que nos permite organizar a rotina da forma mais adequada. Com a criação do PJe, essa flexibilidade aumentou ainda mais, hoje é possível acessar os processos e peticionar em qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de deslocamento.  Também considero importante a possibilidade de ajudar o próximo. A parceria da advocacia com a Defensoria Pública permite ajudar pessoas que nunca teriam condições de contratar um advogado e passariam a vida sofrendo com seus problemas. É muito prazeroso e gratificante quando ganhamos uma causa, quando nossas teses são reconhecidas e quando podemos colaborar para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A advocacia ainda permite o surgimento de pequenos empreendimentos. Não é preciso muita coisa para começar a carreira de advogado, podendo ser desempenhada da residência do profissional. O surgimento de escritórios compartilhados tem contribuído para a redução dos gastos, proporcionando uma nova possibilidade de atendimento de clientes, sem a necessidade de um escritório próprio. E, por fim, a possibilidade de excelentes ganhos financeiros com o passar do tempo, tudo isso embasado na excelência do trabalho, na seriedade e na honestidade do profissional.

Quais suas expectativas para o futuro da profissão? 

Sindy Lopes Rodrigues Leite: Umas das minhas expectativas é uma maior facilidade no exercício da advocacia, pois a tecnologia toma espaço gradualmente, tornando nossa atividade mais eficiente e célere. Com a junção da advocacia e da tecnologia, novos mercados de atuação surgirão, evidenciando ainda mais o papel fundamental do(a) advogado(a) na sociedade.  É importante frisar que o Direito vive em constante evolução, no Brasil ainda estamos nos desenvolvendo em diversos aspectos, por exemplo, na autotutela dos conflitos. Atualmente, a busca pelo Judiciário encontra-se enraizada em nossa cultura, o que consequentemente abarrota o Judiciário com ações que poderiam ser resolvidas por meio da mediação, conciliação ou pela arbitragem, meios de solução de conflitos ainda pouco difundidos e valorizados pela sociedade, os quais claramente auxiliam na atuação dos advogados. No futuro, as pessoas vão usar essas ferramentas para resolverem seus conflitos.

Sindy Lopes Rodrigues Leite > Advogada formada pela Universidade Paulista em 2018. Trabalha com assessoria e consultoria jurídica para startups, empresas, empreendedores e imobiliárias. Atualmente está cursando pós-graduação em Direito Imobiliário Aplicado, pela EPD.

Lívia Cristina Ortega Marques de Toledo > Advogada com especialização em Direito Empresarial (2007). Pós-graduanda em Direito Coorporativo e Compliance pela Escola Paulista de Direito (2020). Conciliadora e mediadora certificada pelo CNJ, desde 2017.

Fonte: Boletim AASP – Ed. 3100

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