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ENCONTRO ANUAL
Inteligência artificial é tema no 16º Encontro Anual AASP
O primeiro painel inaugurou uma sequência de debates inéditos em Campos do Jordão.
O segundo dia do Encontro Anual AASP foi iniciado com um debate sobre a Inteligência Artificial, abordando os desafios enfrentados pela Advocacia. Clarisse Frechiani Lara Leite, Diretora da Associação e mediadora do painel, ressaltou que “é uma honra dar início aos debates técnicos do nosso 16º Encontro Anual AASP (…). É bastante paradigmático começar o Encontro com este tema, que é, por muitas razões, um paradoxo quando falamos de relações humanas. E um outro paradoxo, porque ele é um tema essencial e tem uma potencialidade de melhorar as nossas vidas”.
O Ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, primeiro expositor, trouxe a reflexão sobre Um Passo Além: Inteligência Artificial, como a humanidade está direcionada a uma evolução constante, “a caminhada do homem é sempre para o progresso e o desenvolvimento”. Porém, quando falamos das ferramentas proporcionadas por essa evolução, “tudo isso há de ser embasado com a ética, que é a nossa maior preocupação”.
O Ministro compartilhou com o público o panorama da atuação do STJ, que recebe em seu setor de Direito Privado, em média, 1.700 processos por mês, o que ressalta a importância da tecnologia como ferramenta auxiliar. Além disso, trouxe a importância da tecnologia e dos princípios caminharem em conjunto. “A robótica vem desde 2017, com a União Europeia, que fala dos princípios éticos, como a dignidade do ser humano, a igualdade, justiça e equidade, e o respeito à vida (…) percebemos que estamos vivendo os direitos de terceira geração”.
Na sequência, a Juíza Caroline Somesom Tauk falou sobre a Inteligência Artificial Generativa no Sistema de Justiça. Iniciou sua fala com o receio que pode existir, na Advocacia, com a ideia de substituição da tecnologia na profissão. “Mas estamos muito longe desse uso tão sofisticado da inteligência artificial nos dias de hoje, de forma que ela possui um papel auxiliar”.
Ainda segundo a palestrante, é importante diferenciar a inteligência artificial generativa e a não generativa, sendo que a primeira gera conteúdo a partir do comando do usuário. “Temos, hoje, a inteligência artificial generativa no judiciário, uma ferramenta que auxilia gerando conteúdo. Esse uso motivou uma pesquisa do CNJ e verificamos que, de fato, muitos magistrados a utilizam. (…) E diante dessa constatação, é importante trazer o uso de maneira mais respeitável e sensata possível, mantendo um diálogo com a Advocacia”.
Em seguida, o Advogado e especialista Marcel Leonardi realizou sua exposição acerca dos Desafios Práticos do Uso da IA Para a Advocacia, que englobam, principalmente, a falsa percepção de confiabilidade jurídica dessas ferramentas, mas que são sedutoras por sua facilidade. “Muitas vezes temos a falsa percepção que estamos falando com algo inteligente, mas que na verdade é extremamente rápido e bom em reconhecer padrões, a ponto de simular um diálogo. Ou seja, uma aparência de raciocínio jurídico”. Leonardi ainda ressalta “a IA prevê palavras, mas nós da Advocacia e magistratura, protegemos os direitos e não podemos confundir as coisas”.
A Diretora Clarisse encerrou o painel reforçando que a tecnologia é um recurso inevitável e que pode nos ajudar muito. “Ainda é um grande desafio, mas começamos a dar os primeiros passos para trabalhar com essa ferramenta de forma melhor e a nosso favor”.














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