Em Pauta

Encontro Digital AASP debate desafios da advocacia

30 Out, 2020 20:47
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Mais de 3 mil pessoas se inscreveram no evento on-line, ao vivo e gratuito.

Pela primeira vez o encontro anual da AASP foi realizado em modelo híbrido, numa junção de virtual e presencial que agradou palestrantes e público. Os participantes tiveram oportunidade de assistir a quatro palestras e interagir em debates ao vivo com advogados que estavam no estúdio montado em São Paulo ou em seus escritórios. A jornalista Izabella Camargo apresentou o evento, que começou com a discussão sobre A reforma tributária e seus impactos para a advocacia.

No painel mediado por Mário Luiz Oliveira da Costa, os convidados Fabiana Lopes Pinto Santello, Hamilton Dias de Souza e Tathiane dos Santos Piscitelli deixaram claro que todas as três propostas em discussão no país aumentam a carga tributária para os advogados, inseridos na categoria de prestadores de serviço. Os tributaristas ressaltaram a necessidade de maior participação da sociedade nas definições que estão por vir, lembrando que os prestadores de serviço representam 70% das empresas do Brasil e empregam 68% dos trabalhadores.

Silvia Rodrigues Pachikoski mediou o debate sobre Transformações digitais e advocacia pós-pandemia com Sandra Krieger Gonçalves, Oscar Vilhena Vieira e Marcel Leonardi. Eles elencaram as oportunidades para os advogados de todas as áreas do Direito com a chegada da LGPD, numa exposição que tratou, entre outros temas, da necessidade de os profissionais se adaptarem às novas tecnologias. Processo que, segundo os painelistas, já está consolidado na sociedade e influencia todos os ambientes de trabalho e relacionamento.

Os efeitos da Covid-19 nas relações materiais e processuais do trabalho foram assuntos do debate entre a ministra Maria Cristina Peduzzi e os advogados Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, Carla Romar e Luis Carlos Moro. Para eles a Covid impõe dois um desafio imediato: ressignificar as relações de tempo e espaço. O tempo, no caso, é o controle da jornada de quem está em teletrabalho em horários flexíveis e difíceis de validar. Já o espaço é em relação à representação sindical, pensada a partir dos ambientes presenciais e que, a partir de agora, precisam passar por uma nova forma de avaliação, já que o trabalho pode ser executado remotamente de muito longe das sedes das empresas. Moro, o mediador, teve sua frase de abertura amplamente citada: “2020 é um ano que nem acabou e parece que nem começou”.

O último painel da noite tratou do Acesso à justiça digital e as consequências da utilização dos recursos tecnológicos na prestação jurisdicional. Mediado pelo presidente da AASP, Renato Cury, trouxe as considerações do ministro Cezar Peluso e dos advogados José Roberto dos Santos Bedaque e Teresa Arruda Alvim. Eles apontaram as dificuldades trazidas pelo trabalho remoto, que incentiva as decisões monocráticas alijando o confronto de ideias do qual saem novos entendimentos e avanços jurídicos. A falta de um voto divergente é entendida pelos profissionais como um problema decorrente do uso demasiado da tecnologia, que se por um lado permitiu a continuidade dos atendimentos jurídicos durante a pandemia, por outro limitou a análise aprofundada que se dá pela troca de ideias.

YouTube

Palestras e debates do 1º Encontro AASP Digital estão disponíveis na íntegra no canal do YouTube.

Fonte: Núcleo de Comunicação AASP

 

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